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Abel Neto e Jaime Calado, durante visitas ao MEC em Brasília (Divulgação)

Em janeiro de 2014, o Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte (MPF), publicou portaria de procedimento preparatório para apurar suposto superfaturamento no fornecimento da merenda escolar no município de São Gonçalo do Amarante.

O MPF deixa claro a necessidade de fazer diligências, análise de documentos e tomada de depoimentos para instalar inquérito civil.

O procurador da república Gilberto Barroso de Carvalho Júnior, converteu o procedimento preparatório em inquérito civil.

A investigação segue no MPF, mas em segredo de justiça. O inquérito teve movimentação no inicio deste ano. O fato é que Abel Neto, secretário de educação municipal, tem muito para explicar aos procuradores.

Há algumas semanas o FalaRN revelou que ao menos 19 escolas da rede pública estavam sem os recursos para compra da merenda escolar. O motivo: irregularidades na prestação de contas e erros na contabilidade fizeram o Ministério da Fazenda bloquear os repasses.

Com isso crianças em idade escolar tiveram aulas suspensas, ou deixaram de frenquentar a escola já que não tinha comida. Mas não é de hoje que a situação da educação municipal se agrava.

Vereadores de oposição já revelaram o sucateamento de escolas. Há instituições de ensino com teto caindo aos pedaços, infiltrações, telhado, janelas e portas quebradas, banheiros sem condições e instalações precárias. Os professores ameaçam paralisar as atividades por desvalorização salarial.

São Gonçalo do Amarante recebeu no ano passado mais de R$ 5 milhões para investir na educação básica, melhoria da infraestrutura, valorização dos profissionais.

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